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Manoel Santiago, teosofista: signos da doutrina na obra do pintor amazonense
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Palavras-chave

Manoel Santiago
Teosofia
Abstração
Simbolismo
Anos 1920

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Como Citar

RODRIGUES, Laíza de Oliveira. Manoel Santiago, teosofista: signos da doutrina na obra do pintor amazonense. Revista de História da Arte e da Cultura, Campinas, SP, v. 5, n. 2, p. 134–161, 2024. DOI: 10.20396/rhac.v5i2.19967. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/rhac/article/view/19967. Acesso em: 24 jan. 2026.

Resumo

O presente estudo examina o que se convencionou como a primeira fase da obra de Manoel Santiago (1897-1987), a partir das relações entre o interesse do pintor pela teosofia e sua produção visual. Com enfoque na demarcação estabelecida por Quirino Campofiorito (1902-1993), em 1958, investigamos a ascendência da doutrina sobre os trabalhos que o artista manauense enviou para o Salão oficial ao longo da década de 1920, mapeando, igualmente, o que escapa à baliza instituída pelo crítico. Por meio das interlocuções entre um referencial teosófico compartilhado, bem como o pensamento e soluções pictóricas elaboradas pelo artista, sugerimos uma sensibilidade comum.

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