Resumen
Este artículo tiene como objetivo presentar las prácticas de cuidado y afirmación de la identidad, desarrolladas en conjunto con la Coletiva Mulheres da Quebrada, en un diálogo interseccional con la psicología social comunitaria y el feminismo negro. Este compromiso teórico y metodológico se basa en el reconocimiento de las limitaciones epistemológicas y metodológicas de la psicología, que gana potencialidad al articularse con diferentes saberes y cosmovisiones. Llamamos a ennegrecer la psicología a través de la reanudación epistémica afrocéntrica, haciendo posible la construcción de nociones emancipadoras de sujeto y sociedad. Presentamos un conjunto de prácticas realizadas por ColetivA, que se basan en la afirmación de proyectos de sociedad con miras a la transformación social, la protección de la vida y la reorientación de los cuidados. Para calificar la discusión, se presentarán algunos análisis producidos a partir de las escenas vividas en encuentros grupales de intervención psicosocial ocurridos entre 2022 y 2023, con mujeres que frecuentan el espacio ColetivA. Los escenarios se presentan en función de las áreas de actividad en las que se estructura ColetivA (salud mental, asistencia social, encuentros socioculturales y de autocuidado). El camino recorrido hasta ahora ha permitido dar un nuevo significado a la identidad de las mujeres negras, destacando su protagonismo y llamándolas a compartir la responsabilidad del cuidado. Podemos ver cómo la promoción de la salud mental ha traído beneficios simbólicos y psicosociales, a través de la afirmación de un autoconcepto, la construcción de un pensamiento crítico y la reflexión de una identidad colectiva.
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