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“Corpo-Território Amefricano”: um diálogo interseccional entre a psicologia social comunitária e as práticas de cuidado da ColetivA Mulheres da Quebrada, BH
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Palavras-chave

Mulheres periféricas
Feminismo negro
Psicologia afrocentrada
Cuidado psicossocial

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Como Citar

CARVALHO, Karla de Paula; GONZAGA, Paula Rita Bacellar. “Corpo-Território Amefricano”: um diálogo interseccional entre a psicologia social comunitária e as práticas de cuidado da ColetivA Mulheres da Quebrada, BH. Tematicas, Campinas, SP, v. 33, n. 66, p. 157–192, 2025. DOI: 10.20396/tematicas.v33i66.20189. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/20189. Acesso em: 24 jan. 2026.

Resumo

Este artigo tem como objetivo apresentar as práticas de cuidado e afirmação identitária, desenvolvidas em articulação com a Coletiva Mulheres da Quebrada, em diálogo interseccional com a psicologia social comunitária e o feminismo negro. Esta aposta teórico metodológica está assentada no reconhecimento das limitações epistemológicas e metodológicas da psicologia, que ganha uma potencialidade ao se articular com diferentes saberes e cosmovisões. Convocamos para o enegrecimento da psicologia pela retomada epistêmica afrocentrada, possibilitando construir noções emancipatórias de sujeito e sociedade. Apresentamos um conjunto de práticas realizadas pela ColetivA, as quais se dão pela afirmação de projetos de sociedade com vistas à transformação social, à proteção da vida e a uma reorientação do cuidado. Para qualificar a discussão, serão apresentadas algumas análises produzidas a partir das cenas vivenciadas nos encontros de intervenção psicossocial em grupo ocorridos entre 2022 e 2023, com as mulheres que frequentam o espaço da ColetivA. As cenas são apresentadas a partir das frentes de atuação em que a ColetivA se estrutura (saúde mental, assistência social, encontros socioculturais e de autocuidado). O caminho trilhado até aqui tem possibilitado ressignificar a identidade da mulher negra ao destacar o seu protagonismo e convocá-las a corresponsabilização do cuidado. Podemos ver como a promoção de saúde mental tem trazido benefícios simbólicos e psicossociais, pela afirmação de um autoconceito, a construção de um pensamento crítico e o espelhamento de uma identidade coletivA.

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