Equivocações para pessoas terrivelmente antropomórficas e golfinhos: fazendo mundos entre gravações, coordenações e confusões
Sinopse
Entrar nas águas agitadas por coletivos que não são de todo humanos para ir ter com as categorias treinamento, parasitismo, simbiose, mutualismo, co-operação, também implica ir ter com gravações que providenciam oportu-nidades de descrever e registros que se prestam ao equívoco. Enleados em práticas multiespécies que evocam e traem os entendimentos que o biólogo e antropólogo Gregory Bateson chamaria de “terrivelmente antropomórficos” de condicionamento, linguagem e pesca, os golfinhos parecem escapar deles pela tangente e valorizar o trabalho de quem está atento às contradições na produção de conhecimento científico que os envolve. O capítulo faz uma lei-tura dos trabalhos da treinadora de cães e golfinhos Karen Pryor com esses cetáceos, incluindo sua descrição da prática de pesca em que esses animais estão implicados na cidade brasileira de Laguna (SC), passando por suas par-cerias com Bateson e o modo como sua pesquisa foi mobilizada mais recente-mente por estudos multiespécies.
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