Resumo
O gênero e a orientação sexual desempenham um papel fundamental na forma através da qual o indivíduo se define e experiencia seu meio social. Falar de transgeneridade e homossexualidade na perspectiva do Sistema Único de Saúde (SUS) é trazer à tona questões que são desconhecidas por grande parte dos acadêmicos e profissionais de saúde. O objetivo deste estudo é a criação de um banco de dados que possibilite caracterizar e analisar percepções e valores de estudantes do terceiro ano de graduação do curso de Medicina da Unicamp com temas ligados à população transgênero e homossexual, bem como a forma que o cuidado em saúde integral destas populações tem sido trabalhado durante o processo de educação em saúde. Os resultados mostram que a maioria (61 [66,3%] e 67 [72,8%]) dos participantes acredita que seu atual curso de graduação não tem contemplado ou tem contemplado de forma insatisfatória o aprendizado em saúde de indivíduos transgêneros e homossexuais, apesar de os alunos próprios alunos perceberem (68 [73,1%] e 64 [68,8%] ) que essa população é vulnerável a problemas de saúde mental.

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Copyright (c) 2019 Marcela Queiroz Spinassé Nunes, Amilton dos Santos Junior