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Moenda de Heitor dos Prazeres, medalha de prata na I Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo
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Palavras-chave

Heitor dos Prazeres
Modernismo
Modernidade negra
Cultura política
Relações raciais

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Como Citar

PINHEIRO, Bruno. Moenda de Heitor dos Prazeres, medalha de prata na I Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Revista de História da Arte e da Cultura, Campinas, SP, v. 2, n. 2, p. 119–141, 2021. DOI: 10.20396/rhac.v2i2.15139. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/rhac/article/view/15139. Acesso em: 24 jan. 2026.

Resumo

Analiso nesse artigo a premiação da tela Moenda de Heitor dos Prazeres na I Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo, identificando que projeto de modernidade sua láurea defendia naquele momento. Para tal, examinei a recepção na imprensa das atividades de Prazeres enquanto músico e pintor nas mais de duas décadas entre o início da sua profissionalização e a premiação, em 1951. Dessa forma, localizei um diálogo estreito com debates sobre a constituição de um projeto de identidade nacional, e com uma cultura política produzida por intelectuais negros atentos à constante reelaboração dos mecanismos de desigualdade racial em que Prazeres estava implicado enquanto um homem negro. A partir dessas análises, proponho, por fim, retomar à tela Moenda, buscando entender que anseios de modernidade sua premiação representava.

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