Resumo
Henri Focillon nesta brilhante comunicação feita para o Congresso de História da Arte em Paris no ano de 1921, aqui traduzida, propôs uma abordagem historiográfica ao demonstrar como a gravura japonesa impactou profundamente a arte ocidental a partir do século XIX. O autor analisa os fluxos entre a Europa e a Ásia ao longo da história, ressaltando que esses dois continentes não se desenvolveram isoladamente, mas foram espaços de trocas filosóficas, artísticas e culturais. No século XIX, esse impacto foi impulsionado pela chegada de gravuras à Europa, o que despertou grande interesse de artistas e apreciadores da arte. Focillon destacou que artistas como Whistler, Monet e Manet se inspiraram na estética inovadora da arte oriental. A presença da gravura japonesa evidencia como o contato entre culturas pode gerar novas linguagens visuais e ampliar a percepção artística. Assim, a arte moderna emergiu do diálogo entre diferentes tradições, provando que a inovação muitas vezes nasce da interação entre mundos aparentemente distantes.
Referências
FOCILLON, Henri. L’estampe japonaise et la peinture en Occident dans la seconde moitié du XIXe siècle. In: CONGRÈS D'HISTOIRE DE L'ART, Paris, 1921.
FUJIHARA, Sadao. Henri Focillon et le Japon. Histoire de l’art, Paris, n. 47, p. 43-52, 2000.
PODRO, Michael. The Critical Historians of Art. New Haven; London: Yale University Press, 1982.

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